Lipedema

Rafa Brites foi diagnosticada com lipedema. Por que o diagnóstico por imagem mudou a forma de avaliar a doença?

Nos últimos meses, o lipedema ganhou maior visibilidade notadamente após a apresentadora Rafa Brites e outras mulheres publicamente conhecidas compartilharem seu diagnóstico. Esses relatos trouxeram luz a uma condição ainda pouco conhecida pelo público, mas que afeta milhões de mulheres em todo o mundo — muitas delas sem saber que convivem com a doença.

10%

das mulheres podem ter lipedema

A condição também pode acometer o sexo masculino

Por ser uma condição ainda pouco conhecida, é de suma importância a divulgação das características do lipedema, do seu diagnóstico e possibilidades terapêuticas.

O que é o lipedema?

O lipedema é uma doença crônica por alteração do tecido adiposo (gordura), subcutâneo (abaixo da pele), com forte influência hormonal e provável predisposição genética.

Ele se caracteriza pelo acúmulo desproporcional e progressivo de gordura, principalmente em pernas e, em muitos casos, braços, geralmente poupando pés e mãos. Esse detalhe é importante e ajuda a diferenciar o lipedema de outras condições.

Não é só uma questão estética

O lipedema costuma estar associado a sintomas físicos que vão muito além da aparência:

😣

Dor ao toque

⚖️

Sensação de peso

💧

Inchaço diário

🩹

Hematomas frequentes

Muitas pacientes relatam que, mesmo com dieta equilibrada e prática regular de atividade física, a gordura das pernas e dos braços não reduz de maneira proporcional ao restante do corpo. Isso ocorre porque o tecido adiposo do lipedema tem características metabólicas e inflamatórias próprias, diferentes da obesidade comum.

É comum que mulheres passem anos ouvindo que o quadro se deve apenas à retenção de líquido, sedentarismo ou “tendência familiar a ter pernas grossas”.

Em outros casos, o sofrimento é minimizado por ser interpretado apenas como uma insatisfação estética. No entanto, estamos falando de uma doença reconhecida, que pode evoluir e impactar significativamente a qualidade de vida.

O diagnóstico é baseado na história da paciente e no exame físico detalhado. Entretanto, o avanço dos métodos de imagem, especialmente o ultrassom de partes moles, trouxe uma contribuição muito relevante.

[ INSERIR IMAGENS COMPARATIVAS DE LIPEDEMA AQUI ]

O papel do ultrassom no diagnóstico

Por meio do ultrassom, conseguimos avaliar:

  • A espessura e a distribuição do tecido adiposo
  • Alterações na ecotextura da gordura, que pode se apresentar mais heterogênea
  • Sinais de aumento da vascularização e de alterações no tecido subcutâneo
  • A presença ou não de sinais associados a linfedema

✓ Indolor

✓ Não invasivo

✓ Sem radiação

O exame auxilia na confirmação diagnóstica e, principalmente, na diferenciação entre lipedema, obesidade e linfedema — condições que podem parecer semelhantes à primeira vista, mas exigem abordagens diferentes e ao ultrassom são muito diferentes.

Tratamento e impacto emocional

Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as chances de controlar os sintomas e retardar a progressão. O tratamento é multidisciplinar e pode incluir:

Orientação nutricional específica

Atividade física direcionada

Terapia compressiva

Fisioterapia especializada

Tratamento cirúrgico (em casos selecionados)

Além dos aspectos físicos, há um impacto emocional importante. Receber o diagnóstico correto costuma trazer alívio. Muitas pacientes relatam que, pela primeira vez, sentem-se compreendidas. Entender que há uma explicação médica para a dor, o inchaço e a desproporção corporal muda a forma como a mulher enxerga seu corpo e seu cuidado com a saúde.

Dar visibilidade ao lipedema é essencial para reduzir o preconceito, ampliar o conhecimento e incentivar a busca por avaliação médica adequada.

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